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Língua Afiada

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Televisão Digital Terrestre: monitorização em curso

26 de Setembro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

Televisão Digital Terrestre (TDT)

A televisão digital Terrestre, ou TDT, veio substituir a televisão tradicional: o sinal de televisão passou a ser transmitido de forma digital, em vez da forma tradicional (analógica), continuando a ser captado por uma antena exterior ou, em zonas de melhor recepção, por uma antena interior. Na maioria dos casos, continuam a ser utilizadas as mesmas antenas. Em outros casos, precisaram de ser redirecionadas.

Como veio cá parar?

televisão digital terrestreAo longo de várias décadas, a transmissão pela televisão assentou em tecnologia analógica. Contudo, a inovação e o desenvolvimento vieram proporcionar meios mais eficazes para o registo, armazenamento e processamento de sinais eléctricos – bem como a possibilidade da sua transmissão sob forma digital. Surge assim a televisão digital terrestre, que oferece consideravelmente melhor qualidade e proporciona espaço para mais canais de televisão.

Entretanto, na União Europeia, foi decidido que a radiodifusão analógica terrestre deveria cessar até 2012, o que levou os vários Estados-Membros a prepararem a transição da televisão analógica para digital.

Tendo decorrido por fases, o processo de transição para a televisão digital terrestre (TDT) em Portugal ficou concluído a 26 de abril de 2012.

Vantagens da Televisão Digital Terrestre

  • Melhor qualidade de som e de imagem, em detrimento da televisão tradicional, os quatro canais nacionais (RTP 1, RTP 2, SIC e TVI; RTP Madeira e RTP Açores, na Madeira e nos Açores, respectivamente);
  • Acesso a um guia de programação electrónico, com informação sobre os programas disponíveis;
  • Possibilidade de serem efectuadas gravações e pausas nas emissões, em caso de existência de equipamento com gravador de vídeo digital (DVR).

Futuramente, as emissões destes canais serão disponibilizadas apenas em formato de alta definição (HD), pelo que é aconselhável que o equipamento a adquirir seja compatível:

  • Compatibilidade com a norma DVB-T;
  • Descodificação de vídeo em MPEG-4/H.264.

Antes de adquirir qualquer equipamento, o utilizador deve certificar-se de que dispõe de acesso direto à TDT na sua residência. Se não estiver disponível, ou tiver limitações, pode ser necessário outro tipo de equipamento diferente do usado para a recepção da TDT (por exemplo, uma antena parabólica e um descodificador específico). Informe-se junto da PT Comunicações, através do Portal TDT, ou do número gratuito 800 200 838.

Sinal de Televisão Digital Terrestre avaliado

A televisão Digital terrestre começou a ser, em processo piloto de monitorização do sinal, avaliada. As primeiras freguesias escolhidas – Odivelas, Vialonga, Benfica do Ribatejo e Benavente – mostram, para já, haver estabilidade nas quatro sondas que integram o sinal. De qualquer forma, a Anacom prevê concluir a instalação de 386 unidades até ao final do terceiro trimestre.

As sondas

As sondas, criadas e instaladas por um consórcio de empresas portuguesas, vão ser agora espalhadas no país para medir o sinal de televisão digital terrestre, 24 horas por dia, todos os dias. A montagem das sondas responde à representatividade da população portuguesa. A instalação das sondas está a ser feita em mais de um terço das freguesias. Estarão todas no terreno no final do terceiro trimestre.

Filed Under: TELEVISÃO Tagged With: ANACOM, digital, era digital;, internet, Liberdade, notícias, PT, sondas, TDT, televisão, Televisão Digital Terrestre

RFM: não há Oceano Pacífico sem o João Chaves

17 de Abril de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

João Chaves é, e será sempre, o (um) Oceano Pacífico.

Conseguirá a RFM ser a mesma?RFM, a rádio do Oceano Pacífico - João Chaves

João Chaves começou a fazer o programa de baladas noite-dentro na Renascença FM (RFM) em Outubro de 1984 e terminou no passado domingo, dia 17 de Fevereiro, após vinte e oito anos a dar-nos música calma – aquela que acalma a alma só por o ouvirmos a ele antes da música começar a tocar. E que não será a mesma rádio sem ele, não será. 

Conta João Chaves que criou o conceito de músicas calma, ah se criou! em uma noite, logo depois de lhe proporem fazer o Oceano Pacífico, quando foi para casa: não conseguia dormir a pensar como o poderia mudar. Estava tão nervoso que, lembra, pensou: “Tenho de me acalmar, isto já está fora de controlo.” E então, foi aí que percebeu que as pessoas precisam de calma à noite. EUREKA! Podia fazer sentido dar-lhes um programa só de baladas. E fez. E faz.

Oceano pacífico, um eterno sucesso

Foi, e será sempre, um um sucesso – tanto o programa como o João Chaves que, apesar de ser uma voz, na rádio vêem-se vozes e provam-se sensações, era – e será – A Voz. As pessoas iam até à porta da rádio para tentarem descobrir quem era a pessoa com aquela voz, relata. Diz que o imaginavam loiro de olhos azuis, alto, magro, gordo. E depois, quando o viam, despiam-lhe a voz e João Chaves ria-se por conta do mistério não ter mistério algum.

João Chaves muito mais do que um locutor de rádio, da rádio Renascença FM em particular, de um programa nocturno, não de um programa qualquer mas do Oceano Pacífico, é um maravilhoso contador de histórias. Quantos ouvintes não riram, ou choraram, quantos não avançaram – ou esperaram; quantos não surpreenderam, ou amargaram, pela calma com que contava histórias e pelas histórias que traziam a calma, a calma da voz do João Chaves? E também muitas pessoas o contactaram para contar as suas histórias – uma partilha pacífica em oceano da voz calma. 

E agora?

Agora não está, de todo, tudo perdido. Era o que faltava! O João Chaves deixou o Oceano Pacífico na RFM, sim. Mas na rádio, Senhoras e Senhores, que A VOZ calma não nos abandonaria: “A minha voz vai ouvir-se agora muito mais na RFM”, disse. Bem sei que ciuta a acreditar, até parece uma mentira pegada – mas não é, o João Chaves tem mesmo a razão toda. É que o nosso João Chaves, o sentimento de posse é absolutamente imprescindível em casos calmantes destes, continuará a dar voz, 24 horas por dia, no canal do Oceano Pacífico na Internet.

Maravilha maravilhosa, uma excelente notícia para quem já estaria com a lágrima salgada no canto do olho quase quase a escorrer para o sorriso apagado.

Filed Under: RADIO Tagged With: era digital;, internet, João Chaves, música, Oceano Pacífico, Oceano pacífico online, online, rádio, RFM, voz

Jornalismo Online: Uma Hiperligação de Vantagens!

18 de Março de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

Jornalismo online, internet, tecnologia, evolução: está tudo ligado com a transformação dos meios de comunicação. A rotativa, o off-set e a paginação electrónica alteraram a imprensa; O DAB, o RDS e o transístor alteraram a rádio; a interactividade, a alta definição, os sistemas digitais e as relações com a informática e as telecomunicações modificaram a televisão.

O jornalismo online surge, então, como uma forma complementar ao jornalismo tradicional. Mais: obriga-o a adaptar-se constantemente! É a mediomorfose de Roger Fidler do jornalismo do futuro. E isto em 1997! 

Um único suporte: a internet

jornalismo onlineNa actualidade a Internet é o grande motor de convergência dos meios de comunicação, o grande suporte de todos eles, possibilitando aos jornais incorporarem recursos que antes eram exclusivos das rádios e televisões.

E não modificam a sua essência, atenção, já que o texto mantém-se como o principal suporte da informação. Viva o texto!

Não há concorrência entre o jornalismo online e o tradicional jornalismo de papel. Há, isso sim, complementaridade. Tudo isto que digo é resultado de estudos que até comprovam que muitas vezes o leitor do jornalismo online vai às bancas comprar o jornal pelo interesse que o jornal da internet lhe despertou.

Isto faz do jornalismo online um monstro – mas um monstro de conhecimento e partilha!

Qual é a grande inovação do jornalismo online?

Repare, não é apenas o acesso aos conteúdos que constituem uma novidade no jornalismo online: a possibilidade de interagir com eles, sim. Como? Através de motores de busca e da navegação; através da possibilidade de interagir com os jornalistas; através do e-mail esse grande milagre da correspondência; através da participação em fóruns de discussão propostos pelo jornal; através das caixas de comentários e da partilha nas redes sociais.

O que caracteriza exactamente o jornalismo online?

  • a interactividade entre o leitor e o jornalista;
  • o hipertexto na possibilidade de se estabelecerem ligações sucessivas entre textos e outros registos, uma individualização da informação;
  • a hipermédia: conteúdos escritos, sonoros e imagéticos tudo junto e unido;
  • a glocalidade, ou seja, a produção local porém de alcance mundial;
  • a personalização: o leitor interage sobre a forma e o conteúdo do jornal como, quando e o que quer;
  • instantaneidade, ou seja, as notícias podem ser transmitidas no momento em que são finalizadas ou em directo;
  • a apetência pela profundidade através da navegabilidade pelas hiperligações;

Mas também existem dificuldades no jornalismo online!, nomeadamente pela questão do enviesamento da informação pelo descontrolo da mensagem inicialmente produzida. Veja bem: se o hipertexto permite que o leitor ande por aí a navegar personalizando a informação, também não há garantia de que o que está a receber e a perceber, como mensagem, é mesmo o que se está a querer emitir. Mas isto será tema para outras e novas conversas.

O importante a perceber é que o jornalismo online é, sem dúvida, um acrescento altamente positivo nos meios de comunicação em geral e nos conteúdos escritos em particular.

Filed Under: IMPRENSA ESCRITA, TELEVISÃO Tagged With: comunicação social, edição, internet, jornal online, jornalismo, Jornalismo online, mediomorfose de Roger Fidler do jornalismo do futuro, meio de comunicação

Câmaras de Vídeo com Ligação Wi-Fi: Um Mundo sem Fios

8 de Janeiro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

câmaras de vídeo com ligação Wi-FiAs câmaras de vídeo com ligação Wi-Fi andam na berra e têm sido uma aposta forte das marcas pela sua enorme versatilidade:

  • dão para usar o telemóvel como comando da câmara;
  • dão para partilhar vídeos de forma mais rápida na Net;
  • dão para fazer a viilância do bebé e da casa.

Noutros tempos, os equipamentos que usavam ligações sem fios eram muito poucos. Hoje já não! Grande parte das câmaras de vídeo com ligação Wi-Fi invadiram o mercado. Mas a novidade maior reside na integração do NFC (“Near Field Communication”), que permite simplificar as ligações sem fios entre aparelhos.

A NFC o que faz é activar a comunicação entre dispositivos estando, no entanto, dependente de uma forma de transmissão de dados (como Wi-Fi Direct ou Bluetooth).

Saiba que para usar essa função, é necessário que o equipamento ao qual vai ligar a câmara, por exemplo a televisão, tenha também NFC. E para isso tem de ser absolutamente recente.

O mundo das ligações sem fios

As câmaras de vídeo com ligação Wi-Fi permitem transferir vídeos de forma bem mais fácil, isto é, a partilha de conteúdos sem o recurso aos cabos. No entanto, cada marca fabricante oferece possibilidades diferentes.

Sabe como fazer as ligações sem fios do telemóvel à câmara? Por exemplo, após instalar uma aplicação gratuita, é possível controlar a câmara através do smartphone. Depois, com os vídeos e imagens transferidos para o telemóvel, é muito mais fácil partilhá-los na internet, ou por email, e adicionar informação de GPS aos ficheiros para georreferenciação!

Também pode fazer uso das ligações sem fios a um PC ligado na mesma rede para transferir os vídeos da câmara para o disco rígido do PC, mas tenha em atenção ao tempo de transferência bastante mais lento e ao consumo de bateria da câmara…

Bastantes câmaras de vídeo com ligação Wi-Fi no mercado já integram DLNA, o que significa que os seus vídeos ou fotos podem ser acedidos por streaming, sem cabos, em uma televisão compatível!

Já imaginou conseguir ver o seu bebé, em vigilância, através do telemóvel? Pois, já é possível!

Câmaras de vídeo com ligação Wi-Fi: O caso da Cannon e da Samsung

A Samsung e a Canon dispõem de câmaras de vídeo com ligação Wi-Fi que podem ser ligadas à televisão, ao computador e ao telemóvel, precisando de instalar uma aplicação. Esta funcionalidade tem vantagens como facilitar na reprodução das gravações no televisão, copiar ficheiros para o computador e partilhar na internet e nas redes sociais.

Há ainda a possibilidade de poder guardá-los em serviços de armazenamento online (cloud), tornando-os acessíveis em diversos equipamentos.

Saiba que um dos modelos da Canon com Wi-Fi indica a presença da ligação com símbolo na zona inferior do aparelho!

Um leque variado de opções fazem as vantagens da ligação Wi-Fi nas câmaras de vídeo. Experimente!

Fonte da imagem

Filed Under: OUTROS Tagged With: câmara, câmaras de vídeo com ligação Wi-Fi, internet, ligações sem fios, redes sociais, telemóveis, televisão, vídeo

Jornalismo e internet: qual o futuro da imprensa nacional?

30 de Dezembro de 2018 by Ana Rita Amante Leal Leave a Comment

internet e jornalismoSe na Internet consegue comunicar com pessoas que se encontram a milhares de quilómetros de distância, encontrar a receita à tanto procurada ou obter um roteiro para a sua viagem, a rede mundial de computadores também permite que tenha acesso aos mais vastos meios de comunicação.

Ler um jornal e saber os últimos acontecimentos nacionais passaram a estar à distância de um clique. O famoso jornal em papel deu lugar a um jornal digital, que permite poupar dinheiro e ter acesso a um vasto leque de informação, sem necessitar de sair do conforto do seu lar.

Falar de jornalismo online implica, obviamente, falar da Internet e das transformações que a sua chegada provocou na imprensa.

Quando Timothy John Berners-Lee criou a Internet não imaginou que esta se tornaria viral e mais viciante do que uma droga. A completar 24 anos de existência, a rede mundial de computadores – o famoso World Wide Web – é utilizado diariamente por mais de dois biliões de cidadãos, em todo o mundo.

O jornal impresso pode ter os dias contados?

Quando o assunto é o fim do jornalismo tal como nós o conhecemos, as opiniões são múltiplas e divergentes. Há quem defenda que os tradicionais jornais em papel devem acabar e dar lugar a um jornalismo totalmente online, que acompanhe a evolução da humanidade. Muitos acreditam que a imprensa no seu suporte tradicional tem os dias contados. O facto é que 61 por cento dos portugueses preferem obter a informação através da Internet.

Na Internet, a informação é instantânea e cada vez mais atualizada. Os leitores dos jornais começaram a migrar para a Internet e muitas empresas de publicidade passaram a fazer a divulgação dos seus produtos através desta rede mundial. Os números não enganam e o jornalismo impresso está mesmo a perder espaço para a Internet.

Jornal impresso versus jornal online

O jornal e a Internet são meios de comunicação que se completam e nunca podem ser concorrentes. Os leitores dispõem de uma boa informação, atualizada constantemente, e devem tirar partido da junção entre o impresso e o online.

Na Internet, o usuário consegue encontrar a informação de que necessita de forma rápida e eficaz. Por sua vez, nos jornais é necessário selecionar a informação, passar as páginas para encontrar aquilo que procura e analisar a informação oferecida.

O jornal impresso é pautado pelos grandes assuntos que estão na ordem do dia. Este necessita ter uma aparência cuidada e uma capa chamativa, pois é a partir da informação contida aqui que optamos por levar o jornal para casa. Mas será que os jornais em papel conseguirão sobreviver a uma era digital?

Mas nem só os jornais aderiram às novas tecnologias

O jornal é, sem dúvida, o meio de comunicação que sofreu mais mudanças com o surgimento da Internet, mas não é o único. Por todo o país, surgiram e multiplicaram-se televisões locais, que emitem exclusivamente online.

Ao contrário do que acontece em Espanha, o Estado português nunca autorizou a existência de televisões locais, que informem os cidadãos dos acontecimentos ocorridos nas suas vilas e cidades. Mas esta proibição chegou ao fim no ano de 2005, quando surgiu a primeira Web TV, que emitia exclusivamente online. A TV NET surgiu nos Açores para informar os açorianos residentes nos quatro cantos do mundo, do que se passa na sua localidade.

Simultaneamente, surgiu no norte do país, a Famalicão TV, que deu origem à atual Fama TV. Durante o ano de 2006 surgiram mais duas dezenas de televisões na rede mundial de computadores.

Ouvir rádio na Internet também se tornou uma prática recorrente, fácil e cem por cento gratuita. Este meio de comunicação continua a ser o menos utilizado pelos cibernautas, que optam por ouvir rádio durante as deslocações diárias no seu veículo.

Com maior ou menor expressão na web, os meios de comunicação estão a sofrer alterações que não agradam a gregos e troianos. Mas estes continuam a cumprir o seu objetivo? Seja um jornal, um canal de televisão ou uma rádio, todos têm uma coisa em comum… informar os consumidores de meios de comunicação. Informar, informar e informar, esta é e sempre será a essência do jornalismo.

Quando este objetivo for esquecido, o jornalismo entrará num processo de morte lenta e silenciosa.

Filed Under: IMPRENSA ESCRITA Tagged With: era digital;, imprensa, informar, internet, meios de comunicação, rádio, rede mundial de computadores, televisão

A todo vapor, o Movimento VAPER – ou como vaporizar não é fumar

20 de Dezembro de 2018 by olinda de freitas Leave a Comment

Fumar nasce com o dia, e o dia com esta novidade.Fumar cigarros dos outros, a vapor, incomoda ningém

O que é, afinal, o VAPER?

Assume-se como o Movimento de informação e de defesa dos direitos dos Vapers – utilizadores de cigarros electrónicos e parte dos seguintes pressupostos:

  • O que mata, não é a nicotina, é o fumo;
  • O vapor de água não prejudica terceiros;
  • O estado não tem de intervir na liberdade individual.

Fumar: nós e os outros

É certo que todos os fumadores sentem um prazer enorme em queimar tabaco, uma espécie de ritual individual, fumar, um hino a esse mistério que é inspirar, deixar de respirar, e, expirando, respirar novamente. Diga lá se não é, bem visto, o respirar a mais básica e inevitável forma de viver? Mas o fumo prejudica os outros – os outros que estão à sua volta e também o ambiente, isso é certo.

Já por isso os fumadores têm a sua liberdade, aquela que abrange a liberdade dos outros, restringida: os fumadores podem fumar na rua, no carro, em casa e em todos os locais onde foram adoptadas medidas de controlo de fumo, uma treta pegada obviamente visto que não existem exaustores com essa perfeição toda – quero dizer que de uma sala a outra de um restaurante em que a limitação da zona de fumadores e não fumadores se faz apenas, e só, pela via mental e do preconceito, só pode haver uma pseudo-perfeição. Como todas, aliás.

E se fumar for, afinal, não fumar?

Até que inventaram o cigarro electrónico, um objecto gelado (haverá quem gosta dos não-afectos até com cigarros), com bateria, e que em vez de fumo expele vapor apesar de conter nicotina.

A quem fará mal este veneno gelado a não ser ao utilizador-consumidor? Será, certamente, uma questão moral que está na base deste conflito, ora veja lá se percebe: você está no tal restaurante, na zona de não fumadores e a mamar de igual forma com o fumo e o cheiro do fumar dos outros que vem pela outra sala clean, e mete um coiso daqueles eléctronicos na boca. Sai vapor.

Na mesa ao lado está um casal com filhos que considera absolutamente repugnante o mau exemplo que está, mesmo ali, a ser dado. Ora fumar cigarros electrónicos não é estar a bem formar os futuros não fumadores (entretanto na viagem de regresso a casa o casal insulta-se e agride-se entre si mas isso não interessa nada porque um dos grandes males do mundo é o conjunto de fumadores – os que expiram fumo e os que expiram vapor); também pode dar-se o caso de o mal entendido passar pela halitose, ou seja, o vapor expirado pelos fumadores sem fumo constituir uma forma desenfreada de as partículas aquosas se misturarem com os germes e internamente haver um processo físico-químico resultante em halitose voadora que se repercute, externamente, em uma quantidade de perdigotos a circularem no ar (que ainda por cima é condicionado e nem oferece riscos para a saúde nem nada).

Esqueci-me, entretanto, de comentar a fotografia ali do canto superior direito: a Dona Amélia e a sua comadre, a Dona Justina, vou chamá-las assim, já passaram há muito dos sessenta e fumam que se fartam. São felizes e saudáveis. Mistério.

Filed Under: OUTROS Tagged With: cigarro, cigarro electrónico, fumar, internet, Liberdade, movimento VAPER, notícias, rádio, televisão, vapor

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