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Língua Afiada

Aqui falamos sobre Jornais e Jornalismo, Cinematografia, Gravação e Edição de Imagem, Video e Som, Animações Computurizadas, Actividades de Rádio e de Televisão

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Jornalismo na Era Digital: Mais Olhos e Mais Ouvidos!

24 de Janeiro de 2020 by olinda de freitas Leave a Comment

O jornalismo na era digital é, de facto, muito diferente. A sociedade de informação digital, nomeadamente pelo avanço das novas tecnologias, acarretou mudanças no paradigma comunicacional e, por conseguinte, no jornalismo. O pensamento linear de outrora começava a dar lugar ao hipertextual do ciberespaço – um mundo globalizado com novos espaços, novas relações e nova estrutura de poder: nascia o jornalismo na era digital.

As transformações ideológicas do Jornalismo

Ao longo dos tempos, o jornalismo foi adquirindo diferentes nuances ideológicas:

  • jornalismo na era digitalImprensa opinativa, ideológica ou de partido caracterizava o século dezanove;
  • Notícias factuais, destacando artigos com histórias de vida, terá sido a novidade dos anos trinta nos EUA: surgia o The World, com uma linguagem acessível, clara, simples, precisa e com ênfase no conteúdo;
  • As guerras do século vinte vincaram a descrição e a interpretação das notícias no jornalismo;
  • A partir dos anos sessenta, o jornalismo evoluía para um modelo mais analítico devido, em parte, à especialização dos jornalistas que rapidamente começaram a ser os intérpretes da realidade com a força do jornalismo de investigação;
  • Estávamos nos anos oitenta e surgiam as novas tecnologias da informação na comunicação, dando espaço a um outro veículo informativo: os meios online.

Surgia o jornalismo na era digital e, na imprensa, os grandes grupos multimediáticos começavam a substituir as empresas monomédia.

Quais são, então, as características do jornalismo na era digital?

O jornalismo na era digital assume uma grande potencialidade: a de poder ser instantâneo. O jornalismo online possui, de acordo com alguns autores, seis elementos característicos:

  • a multimídialidade/convergência;
  • interactividade;
  • hipertextualidade;
  • personalização;
  • memória;
  • actualização.

A volatilidade da Imprensa

Não há dúvidas acerca do carácter volátil da imprensa perante a inovação tecnológica, até porque se assume que perante esta última há sempre uma alteração na produção de conteúdo e igualmente na sua recepção.

O jornalismo na era digital consegue reunir todas as características de todos os meios de informação: a escrita com a possibilidade de audição e com apelo visual. Fantástico, não?

Existem, no entanto, correntes que atestam que o grande jornalismo, o anterior ao jornalismo na era digital, foi ficando para trás pela superficialidade que o actual, e mais recente, apresenta. Tudo é, obviamente, passível de ser discutido e em todas a áreas e em todos os tempos há correntes que contradizem o óbvio – assim como grupos de interesse que camuflam, pelo geral, as suas posições bem particulares.

Adiante: é inegável a grande vantagem, que é o acesso à informação, na era digital!

Foram muitos os estilos e as ideologias que a imprensa escrita foi assumindo no tempo até aos dias de jornalismo na era digital.

O jornalismo, de hoje, à riqueza das palavras acrescenta-lhes som e imagem – e a instantaneidade que lhe confere permite-nos uma fruição plena. Já tinha pensado nisto?

Fonte da imagem

Filed Under: IMPRENSA ESCRITA, TELEVISÃO Tagged With: comunicação social, Criação Europeia, edição, imprensa, jornal online, jornalismo, jornalismo na era digital, meio de comunicação, novas tecnologias, online

Deontologia do jornalista – jura que não faz metajornalismo?

20 de Outubro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

O Código Deontológico

Qualquer jornalista, quero dizer todos os jornalistas portugueses, detentor de Carteira Profissional, rege-se por um Código Deontológico – abaixo mencionado:

  1. jornalista e jornalismoO jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.
  2. O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.
  3. O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.
  4. O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público.
  5. O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência.
  6. O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas.
  7. O jornalista deve salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor.
  8. O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo.
  9. O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas.
  10. O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses.

A regulação da comunicação social em Portugal está prevista no artigo 39º da Constituição da República Portuguesa. A Lei nº1/99 de 13 de Janeiro é a Lei fundamental para o exercício da profissão de jornalista em Portugal. A Lei de imprensa é regulamentada pela Lei nº2/99 de 13 de Janeiro.

Metajornalismo Vs Jornalismo

Não é novidade que hoje em dia o jornalismo veste-se também de cidadãos-repórteres e de bloggers, tantas vezes em paralelo com a profissão que exercem como jornalistas e na qual se inclui o código deontológico. Não obstante o acréscimo, e direito, de liberdade que usufruem – e fazem usufruir -, o que seria o mundo sem blogues de opinião?, neste caso concreto, e falo de jornalistas que fazem metajornalismo, a democracia é muitas vezes colocada em conflito com o exercício da profissão sem se estar ao serviço da profissão e, por isso, fora do código deontológico a que estão obrigados.

Se por um lado esta forma de intervenção na sociedade é uma lufada de alternativas frescas aos grupos económicos detentores dos media – por outro há um descomprometimento da profissão que muitos jornalistas exercem e que não se coaduna com sectariasmos e parcialidades que caracterizam o metajornalismo.

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Jornalismo e internet: qual o futuro da imprensa nacional?

30 de Dezembro de 2018 by Ana Rita Amante Leal Leave a Comment

internet e jornalismoSe na Internet consegue comunicar com pessoas que se encontram a milhares de quilómetros de distância, encontrar a receita à tanto procurada ou obter um roteiro para a sua viagem, a rede mundial de computadores também permite que tenha acesso aos mais vastos meios de comunicação.

Ler um jornal e saber os últimos acontecimentos nacionais passaram a estar à distância de um clique. O famoso jornal em papel deu lugar a um jornal digital, que permite poupar dinheiro e ter acesso a um vasto leque de informação, sem necessitar de sair do conforto do seu lar.

Falar de jornalismo online implica, obviamente, falar da Internet e das transformações que a sua chegada provocou na imprensa.

Quando Timothy John Berners-Lee criou a Internet não imaginou que esta se tornaria viral e mais viciante do que uma droga. A completar 24 anos de existência, a rede mundial de computadores – o famoso World Wide Web – é utilizado diariamente por mais de dois biliões de cidadãos, em todo o mundo.

O jornal impresso pode ter os dias contados?

Quando o assunto é o fim do jornalismo tal como nós o conhecemos, as opiniões são múltiplas e divergentes. Há quem defenda que os tradicionais jornais em papel devem acabar e dar lugar a um jornalismo totalmente online, que acompanhe a evolução da humanidade. Muitos acreditam que a imprensa no seu suporte tradicional tem os dias contados. O facto é que 61 por cento dos portugueses preferem obter a informação através da Internet.

Na Internet, a informação é instantânea e cada vez mais atualizada. Os leitores dos jornais começaram a migrar para a Internet e muitas empresas de publicidade passaram a fazer a divulgação dos seus produtos através desta rede mundial. Os números não enganam e o jornalismo impresso está mesmo a perder espaço para a Internet.

Jornal impresso versus jornal online

O jornal e a Internet são meios de comunicação que se completam e nunca podem ser concorrentes. Os leitores dispõem de uma boa informação, atualizada constantemente, e devem tirar partido da junção entre o impresso e o online.

Na Internet, o usuário consegue encontrar a informação de que necessita de forma rápida e eficaz. Por sua vez, nos jornais é necessário selecionar a informação, passar as páginas para encontrar aquilo que procura e analisar a informação oferecida.

O jornal impresso é pautado pelos grandes assuntos que estão na ordem do dia. Este necessita ter uma aparência cuidada e uma capa chamativa, pois é a partir da informação contida aqui que optamos por levar o jornal para casa. Mas será que os jornais em papel conseguirão sobreviver a uma era digital?

Mas nem só os jornais aderiram às novas tecnologias

O jornal é, sem dúvida, o meio de comunicação que sofreu mais mudanças com o surgimento da Internet, mas não é o único. Por todo o país, surgiram e multiplicaram-se televisões locais, que emitem exclusivamente online.

Ao contrário do que acontece em Espanha, o Estado português nunca autorizou a existência de televisões locais, que informem os cidadãos dos acontecimentos ocorridos nas suas vilas e cidades. Mas esta proibição chegou ao fim no ano de 2005, quando surgiu a primeira Web TV, que emitia exclusivamente online. A TV NET surgiu nos Açores para informar os açorianos residentes nos quatro cantos do mundo, do que se passa na sua localidade.

Simultaneamente, surgiu no norte do país, a Famalicão TV, que deu origem à atual Fama TV. Durante o ano de 2006 surgiram mais duas dezenas de televisões na rede mundial de computadores.

Ouvir rádio na Internet também se tornou uma prática recorrente, fácil e cem por cento gratuita. Este meio de comunicação continua a ser o menos utilizado pelos cibernautas, que optam por ouvir rádio durante as deslocações diárias no seu veículo.

Com maior ou menor expressão na web, os meios de comunicação estão a sofrer alterações que não agradam a gregos e troianos. Mas estes continuam a cumprir o seu objetivo? Seja um jornal, um canal de televisão ou uma rádio, todos têm uma coisa em comum… informar os consumidores de meios de comunicação. Informar, informar e informar, esta é e sempre será a essência do jornalismo.

Quando este objetivo for esquecido, o jornalismo entrará num processo de morte lenta e silenciosa.

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