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Língua Afiada

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Mercado Lionesa: Diversidade e Diversão em Matosinhos

18 de Novembro de 2018 by olinda de freitas Deixe um comentário

Mercado Lionesa, já ouviu falar nas notícias? Olhe é mesmo inaugurado hoje, estamos a 11 de Abril de 2014, em Matosinhos. Trata-se de um novo mercado ao ar livre, precisamente na Rua da Lionesa, com diversidade alimentar, literatura e eventos culturais – um espaço inspirado nos conceitos de street food e street market. Um estrangeirismo em acção, portanto, aberto de segunda a sábado das 10h às 19h com a possibilidade de organização de jantares e eventos no mercado mediante marcação prévia.

Matosinhos, cidade valorizada

Mercado LionesaO Mercado Lionesa possui uma área superior a 600 metros quadrados, em muito inspirado na Rua da Lionesa, em Leça do Balio, na cidade de Matosinhos.

Neste mercado há barracas de praia onde os mercadores se vão instalar, a um contentor marítimo que “vai servir de área técnica aos mercadores da parte da alimentação, e que trará também a imagem do Porto de Leixões.” O objectivo é recriar o ambiente ligado ao mar, característico da cidade de Matosinhos.

Dupla inauguração

Ao maior mural de arte urbana do Norte, num muro de 1400 m2 que pertence à empresa Unicer, de Grafitti/Street Art, junta-se o Mercado Lionesa, ambas inaugurações na mesma rua da cidade de Matosinhos.

Mas centremo-nos no Mercado Lionesa. Diversidade para os visitantes: marcas de alimentação como Shika Street Food Project, Comida de Rua, Go Natural e alguns espaços de degustação, nomeadamente de ostras e espumante. Estarão também presentes marcas de moda e cabeleiro, vestuário infantil, bijuteria e livros tais como Anjos Urbanos, Bazar da Lapa, Lovely Bazar, Fun&Fun, Ethnic-Chic, Rosa com Canela, Livraria Lello, Fyodor Books, Kyos Press Center, Smart Lunch, Portugal Enlatado, Oficina do Alfredo, Z”s, Stop and Go, entre outras.

Viviana, responsável pelo marketing do Mercado Lionesa em Matosinhos, esclarece que “há marcas que vêm pela primeira vez do “online” para o “cara-a-cara”, assim como outras que já estão consolidadas no mercado, mas que também estarão connosco.”

Acrescenta ainda que o valor pago pelos mercadores para a presença no Mercado é “simbólico, irrisório”: “A Lionesa está a apostar na consolidação neste projecto, e quer permitir às marcas do online que tenham acesso à possibilidade de ter um espaço físico”, explica a responsável.

A semelhança com o Mercado Bom Sucesso no Porto

A semelhança do Mercado Lionesa em Matosinhos com o Mercado Bom Sucesso no Porto é imensa: também neste último se juntam, num só espaço, o bom gosto e a diversidade de saberes e sabores entre gastronomia, animação cultural, workshops, mercado de frescos.

É esta tendência de mistura de actividades manuais e intelectuais que tem vindo a definir a expressão cultural um pouco por todo o lado: na base estará a oferta diversificada de lazer e diversão que tenciona quebrar a monotonia rotineira do dia a dia dos portugueses – assim como mostrar-lhes que a vida não é, não pode ser, apenas dias cansados de dificuldades e perspectivas tristes.

Arquivado em:OUTROS Marcados com:comunicação social, jornal online, Matosinhos, Mercado Lionesa, Rua Lionesa, street food, street market

Comunicação de Massa: A Internet que Faz Duvidar…

16 de Novembro de 2018 by olinda de freitas Deixe um comentário

Definir a comunicação de massa que possa ser a internet, pressupõe a detecção de outras formas de comunicação. 

Quais?

  • na intracomunicação, explicada pela Psicologia, a pessoa conversa com si mesma;
  • a comunicação interpessoal proporciona-se por um diálogo entre duas pessoas;
  • a comunicação grupal ocorre quando há interacção entre mais de duas pessoas (é o exemplo de uma palestra ou de uma conferência de imprensa);
  • a comunicação de massa, que é exercida através de veículos de comunicação.

Como definir, então, a comunicação de massa?

A comunicação de massa teve origem na urbanização massiva que foi ocorrendo ao longo do século XIX e graças à segunda Revolução Industrial. Perante este fenómeno, começou a haver uma dificuldade – ou até mesmo um impedimento – de comunicação directa entre as pessoas, o que passou a depender de intermediários.

E quem são os intermediários? Jornalistas que procuram, tratam e divulgam a informação e as tecnologias que passaram a distribuir a tal informação.

Estará aqui o cerne da questão do que é a comunicação de massa?

Será a internet um meio de comunicação de massa?

Há quem considere que a comunicação de massa opera apenas em um sentido – o sentido emissor – não havendo retorno imediato do receptor, como será o caso da rádio, dos jornais tradicionais e da televisão que – possibilitando a interactividade – não chegam aos calcanhares daquilo que é estar em rede.

Outras definições de comunicação de massa incluem a pluralidade de indivíduos receptores no processo comunicacional. Mas como definir massa? Quem é a massa? Importará a quantidade de indivíduos destinatários da mensagem ou antes a disponibilidade da mensagem para um número não facilmente determinável de indivíduos?

Em outra perspectiva, alguns autores divergem completamente da ideia de que, em teoria hipodérmica, os indivíduos não são massa. Isto quer simplesmente dizer que somos todos diferentes e activos, ou seja, não estamos passivamente expostos aos meios de comunicação.

A comunicação de massa

está, portanto, bastante ligada a certos tipos de media, nomeadamente aos jornais de grande circulação, à televisão e rádio. No entanto, os cenários digitais vieram acrescentar algo novo: a flexibilidade da  comunicação e da informação.

Na internet os utilizadores não são apenas consumidores de informação: são também autores. Aqui há a possibilidade de interactividade instantânea. E não é este papel o oposto ao de um meio de comunicação de massa?

Há um autor, Trivinho, que considera o computador como um veículo de “televiagem comunicacional-interactiva”, sendo o hardware emissor e receptor respondendo também pelo feedback. Ora é precisamente o feedback que gera discussão sobre o assunto da comunicação de massa.

Em uma perspectiva mais tradicional e clássica o público receptor sempre foi anónimo em si mesmo e para o emissor e, quando muito, realizavam-se relatórios de pesquisas de audiências. Mas e agora?

A verdade é que é a tecnologia, nas suas novas formas de procurar, armazenar e transmitir informação, que lidera e dita a comunicação de massa.

Indiscutivelmente tudo é diferente na era digital – inclusive a comunicação de massa!

Dúvidas, muitas dúvidas

Será que as novas tecnologias estão adequadas à definição de meios de comunicação de massa? A teoria da comunicação de massa relacionada com os meios digitais indica elementos de mudanças de paradigma no processo comunicacional. As questões que colocam a Internet como veículo de comunicação de massa no centro das dúvidas são muitas: nem toda a gente tem acesso à rede, ou seja, existem ainda muitos excluídos digitais!

Aferir se a internet é ou não um meio de comunicação de massa parece ser fácil mas com tendência a complicar.

Em causa estarão as visões tradicionais sobre a própria comunicação em si e talvez alguma renitência em colocá-la bem na frente da televisão, da rádio ou da imprensa escrita.

Arquivado em:OUTROS Marcados com:comunicação, comunicação de massa, comunicação social, internet, meio de comunicação

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