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Língua Afiada

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Computação Gráfica: Uma Interacção Absolutamente Util

24 de Março de 2020 by olinda de freitas Leave a Comment

A computação gráfica talvez tenha surgido de um segundo momento em que está dividida a arte da animação digital. Esta teoria é suportada por Lucena (2001, p. 159).

Lucena divide, então, a arte da animação digital em dois grandes momentos:

  • um primeiro inicial, com o estabelecimento de conceitos gráficos digitais básicos e a respectiva fase de adaptação;
  • um segundo momento, de computação gráfica e evolução de hardware e software, em que surgem os programas comerciais de animação 3D.

Começava a exploração da computação gráfica como expressão plástica!

Como se forma uma imagem gráfica digital?

Não há mesmo facilidade no entendimento do que são os pixéis…, pequeninos quadrados dispostos lado a lado e pintados de determinadas cores: a imagem. Na computação gráfica, o espaço é construído de uma de duas formas:

  • espaço bidimensional (2D);
  • espaço tridimensional (3D).

O espaço bidimensional encontra-se quando se cria uma imagem desenhada à mão livre e manipulada em pixel; Já o espaço tridimensional surge quando se aplica perspectiva à imagem.

Na verdade, animação 3D permite formas bem mais complexas com as faces coloridas, com a iluminação e com a textura: há a promoção de um realismo explícito!

No entanto, cada um dos espaços é usado consoante o público e o objectivo que se quer atingir.

Sabe quem foi Ivan Sutherland?

Considerado pela comunidade científica como um marco no desenvolvimento tecnológico da computação gráfica, foi o criador do sistema Sketchpad: o trabalho de uma máquina está sempre condicionado ao homem que a manipule.

O sistema SKetchpad foi o primeiro programa que deu permissão ao homem interagir de forma gráfica, clarificada, com o computador: uma permissão que fazia com que o computador deixasse de ser uma mera calculadora para passar a ser um objecto – capaz de responder aos estímulos que nós lhe provocamos e transformando essa relação em uma numa espécie de conversa gráfica – interactivo.

Tendo por base esta teoria, concluiu que a facilidade de uso deveria ser o foco na criação de materiais realmente revolucionários. Nos anos 70, as duas maiores técnicas de repercussão na área da animação computorizada começaram, então, a difundir-se: começava a era das imagens digitais no cinema, na televisão, nas produções independentes e nos jogos electrónicos.

O que se terá seguido, consequentemente, foi o aperfeiçoamento das técnicas ao nível de novos programas e de novas tecnologias naquilo que aspirava ser a imitação do real que rompia com as barreiras do mundo físico!

O fenómeno da computação gráfica começava a fazer as delícias dos miúdos e também dos graúdos. Não terá sido esta constatação o princípio usado no sucesso da publicidade animada?

Mais informação sobre o sistema Sketchpad poderá ser fruída aqui.

Fonte da imagem

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Animação e publicidade: uma ligação para a vida do marketing

27 de Junho de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

A animação, como ferramenta, faz parte da publicidade desde o início da televisão.

O que tem vindo a mudar?

Razoavelmente barata mas eficiente, o que tem vindo a mudar em termos de animação  refere-se apenas às técnicas utilizadas, pois as novas tecnologias dispensam as grandes máquinas e a quantidade de pessoas que anteriormente eram necessárias para a criação de um filme animado. Apesar da facilidade de uso e de aquisição de equipamentos e Softwares utilizados na criação do mundo da fantasia, o animador não vive, nem sequer nasce, sem a criatividade.

A animação na televisão

É importante não esquecer de que a animação realizada para a publicidade televisiva exige uma relação estreita e feita de entendimento entre o animador e a agência. Objectivo? Criações certeiras e vantajosas. Antes de mais, o animador tem mesmo de compreender que vai lidar com uma ideia previamente concebida pela agência não podendo, por isso,  modificá-la a ponto de perder todos os materiais criados para os meios de comunicação escritos.

Outro aspecto importante neste tipo de animação prende-se com a criação de uma estética para o filme publicitário que bem projecte a necessidade do cliente, por um lado, e que envolva o público por outro. O agente também deve perceber que o especialista no assunto é o animador, pois raramente se encontrará numa agência alguém que realmente conheça as limitações e as possibilidades da animação. Por esse motivo, é importantíssimo consultar o especialista acerca de como o trabalho poderá ser realizado dentro dos padrões da campanha. Só, e apenas assim, os dois – agência e animador, terão a possibilidade de criar um serviço completo e bem convencionado.

Vantagens da animação

Além dos recursos, os anúncios realizados com desenhos animados possuem outras vantagens em relação aos restantes: talvez a mais importante resida no seu valor como fonte de entretenimento. Não será preciso lembrar que, mesmo antes mesmo de fazer parte dos filmes publicitários e programas televisivos, a animação já era usada para entreter o público, o que terá sido maravilhosamente transportado para os anúncios pela mesma técnica.

Animação para a conquista

Desde sempre, a animação começou por ser utilizada na publicidade com o objectivo de conquistar os adultos e as crianças – estudava minuciosamente o horário em que os pais teriam mais tranquilidade e não precisavam de se preocupar com elas, já que seria hora de dormirem. Era assim que se vendia o produto aos adultos pais: por intermédio de uma mensagem subtil e divertida.

O contrário também teve de acontecer: escolher as horas em que as crianças estão agarradas à televisão para, com elas, explorar-se o mundo mágico dos brinquedos ou das guloseimas ou até mesmo daqueles alimentos que, não sendo imprescindíveis, funcionam como aditivos à nutrição das crianças e principalmente ao bolso dos pais.

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Walt Disney: como dar vida a personagens estáticas?

17 de Abril de 2019 by Ana Rita Amante Leal Leave a Comment

walt disneyA animação cinematográfica tem um grande impacto na indústria audiovisual. Esta é bastante utilizada no cinema, mas também em vídeos publicitários e jogos de computador, onde as personagens ganham vida. Os estúdios Walt Disney são um bom exemplo de como tudo pode ganhar vida, desde um simples ratinho a uma barbie ou uma princesa de conto de fadas.

Para um boneco sair do papel e conseguir movimentar-se freneticamente, ou um cão andar só com duas patas, foi necessário muito esforço e dedicação, assim como, aperfeiçoar métodos que permitiram controlar os movimentos de uma imagem.

Durante os anos 70 surgiu a ideia de utilizar um computador para criar imagens que parecessem realistas e conquistassem os amantes do cinema, mas os meios de comunicação como hoje os conhecemos não existiam e foi preciso realizar muitas experiências até se conseguir obter o movimento desejado. Inicialmente realizaram-se pequenas sequências e o restante processo de animação continuava a ser feito tradicionalmente.

Movimento das personagens nos estúdios Walt Disney

O principal objetivo da animação é o movimento: fazer com que um desenho estático ganhe vida e uma personagem de um desenho animado ganhe expressão. Em 1920 a Walt Disney tirou partido desta arte, que já se encontrava em expansão e em 1926 apresentou o Mickey, um rato que falava, andava e tinha vida própria.

Um dos primeiros bonecos a movimentar-se entusiasticamente foi a personagem Stromboli, no filme “Pinóquio”, que os estúdios Walt Disney exibiram nos Estados Unidos, em 1940. Esta era uma figura em constante movimento. Cada gesto seu era único e inconfundível.

Todo o universo imaginário que nós assistíamos nos desenhos animados era construído numa folha de papel. O desenho era sempre o mesmo, mantinha sempre a mesma posição.

Mas a Disney encontrou uma solução para este problema. Os estúdios Walt Disney desenvolveram um mecanismo, para produzir o desenho que se encontrava estático, no papel, em diferentes posições.

Esta técnica permitiu criar um efeito de profundidade para a visão humana. Este método foi utilizado no filme “A Branca de Neve e os Sete Anões”, um dos clássicos da nossa infância.

Utilização dos computadores na animação cinematográfica

As primeiras experiências de animação computorizada tiveram lugar na década de 70. O filme “Guerra das Estrelas”, dirigido por George Lucas, que foi para o ar no ano de 1977, teve uma pequena sequência de 90 segundos, totalmente feita num computador. Foram necessários três meses para produzir esta sequência de imagens, que foi a única onde se utilizou um computador. Tudo o resto foi produzido segundo a animação tradicional.

Os filmes com personagens animadas são muito apreciados, porque não se recorre a atores nem a cenários naturais. Tudo é feito num reino de fantasia e envolto em mistério.

Como dar vida a uma imagem estática?

Atualmente todo o processo de dar vida a uma imagem estática é feito através de programas específicos, que foram surgindo à medida que a Internet evoluiu. A rede mundial de computadores surgiu há 25 anos, mas demorou mais uns aninhos até começarem a aparecer os primeiros programas de manipulação de imagem.

Quando vamos ao cinema, a imagem é manipulada no computador, para dar a perceção de realidade. Aqui até um burro – como o que aparece no filme “Shrek” – pode ganhar vida. As imagens manipuladas no computador provocam um grande impacto e encantamento nos apreciadores de filmes de ficção, onde não existem personagens reais. Aqui quem reina são os príncipes e as princesas.

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Animação: o mundo das personagens que são criadas para marcar

8 de Março de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

A animação possui imensas vantagens. No entanto, alguns especialistas dizem que a animação tem uma grande desvantagem: o espectador nunca se identifica individualmente com as personagens como acontece com os actores.

Qual o efeito da animação no público?

Os desenhos de animação provocam um efeito diferente do da identificação, são fantasiosos e o público passa a identificar-se não no que vê e confia mas no que lhe é sugerido através da imaginação – e também do bom humor que é parte integrante desta fonte de entretenimento que, não sendo real, ganhou movimento, forma, cor, personalidade e, enfim, vida.

São os desenhos da animação que distorcem o mundo à sua maneira: eles esticam-se ou comprimem-se e esquecem as leis da física; podem estar em lugares diferentes num ápice; criam um mundo de imaginação vasto, que se compara ao dos sonhos e das fantasias. E como fazem isso?

Quebrando barreiras e limites por forma a prender a atenção do espectador no momento de apresentar o produto, mesmo que este não tenha interesse fundamentado por ele. Ainda.

Animação: criação de personagens

A personagem é, então, o ponto de partida da animação. É a personagem que vai criar o enredo da história, interagir com o produto e mostrá-lo ao público, calhando até tornar-se numa representante de uma qualquer marca.

De uma coisa podemos estar certos: as personagens de animação marcam mais do que as de carne e osso ainda que na tela. Estas personagens de animação são criadas para fazerem parte do mundo real: invadem as telas dos lares sem pedir licença e com todo o seu carisma conquistam crianças, jovens e adultos.

Cada uma delas é criada para ser adaptada a cada público: tornam-se amigas das crianças, ajudantes das donas de casa, o companheiro da cerveja e, claro, são o lucro das empresas que resolvem adoptar essa postura de publicidade com animação.

Entretenimento que fica

Televisão, sedução de crianças com entretenimento, conquista de adultos – a animação continua a fazer as delícias das agências para divulgarem os seus produtos. O sucesso das personagens que se criam é tanto que vários outros produtos nascem deles – tanto para serem comercializados como para serem usados em promoções. Surgem ursos de pelúcia, adesivos, miniaturas, sacos, toalhas, brinquedos, entre muitos outros, além de terem conquistado, também, o mundo dos jogos e as páginas da internet. Animação que se alastra, portanto.

Sem dúvida alguma, a animação das personagens que se criam na publicidade é capaz de ficar durante anos na memória do público ou, até mesmo, como no caso do Tigre Tony, lembra-se deste desenho dos cereais da Kellogg”s?, estes desenhos de animação transformam-se em personagens vitalícias que nunca deixam de fazer parte da divulgação do produto e apenas vão evoluindo ao sabor da técnica.

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Animação Digital não é Desenho Animado: Desenho Animado é melhor

19 de Janeiro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

Longe vão os tempos

da produção do vulgo desenho animado. Quem não se recorda dos êxitos sucessivos de filmes de animação digital como “À procura de Nemo” e “Shrek 2″”, produzidos pelas duas principais companhias deste ramo, respectivamente a Pixar e a DreamWorks? E também quem é que se esquece dos fracos resultados de bilheteira dos mais recentes filmes de animação tradicional (vulgo desenho animado)? Pois. O que é certo é que por estas e por outras os os responsáveis da Disney decidiram encerrar os estúdios da Florida: pela primeira vez, em mais de sessenta anos, nenhum filme com a técnica tradicional de desenho animado está mais a ser produzido nos estúdios do Rato Mickey.

Os sucessos do passado

Há cerca de uma década, quando ainda se faziam sentir os ecos dos sucessos do desenho animado Disney como “A pequena sereia”, “Aladdin” ou “O rei leão” e até da nomeação, pela primeira vez na categoria principal, de “A bela e o monstro” ao Óscar de Melhor Filme do Ano, seria impensável sequer adivinhar que o futuro rejeitaria o desenho animado. No entanto, terá sido a estreia de “Toy story”, em 1995, filme distribuído pela Disney mas produzido pela Pixar, que viria a gerar a controvérsia.

Nem mesmo John Lasseter, um dos cérebros da companhia, sequer imaginava que em 2004 a “Premiere” americana o colocaria no topo da lista dos cem mais poderosos de Hollywood. Ao mesmo tempo Jeffrey Katzenberg, que tinha estado na origem do ressurgimento da Disney, no último período de ouro, estava já a mudar-se de armas e bagagens para a DreamWorks, de que é fundador curiosamente com outro apaixonado da tradição Disney, Steven Spielberg – onde se viria a dedicar à animação digital depois de algumas experiências não muito conseguidas na animação tradicional sem recurso à computação gráfica.

As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne

Com cópias em 3D e Imax, Steven Spielberg inaugura a parceria com Peter Jackson e a franquia baseada na personagem criada por Hergé na década de 1930.

A primeira decisão acertada foi a captura de movimentos – tecnologia celebrizada por James Cameron em “Avatar”. Mas terá sido a neo-zelandesa Weta Digital, empresa de Jackson, desde o primeiro filme da trilogia “O Senhor dos Anéis”, quem lhe deu o status de arte.

O resultado, como se poderia imaginar, tira a rigidez das personagens do desenho animado e o universo criado por computador fica muito mais convincente.

Ao detalhismo impressionante das cenas, que poderiam facilmente passar por um cenário real, contrastam rostos cartunescos que enfatizam tratar-se de um desenho animado.

A dúvida que persiste:

Será o digital, por princípio, melhor que o tradicional? Esta é uma questão difícil, apesar de uma grande maioria de opiniões convergir para a resposta negativa. E qual a justificação para esta resposta negativa? A justificação, essa, pode ser encontrada num único nome, “A viagem de Chihiro”, exemplo cimeiro de um defensor acérrimo da animação tradicional do desenho animado: Hayao Miyazaki. O que diz ele?

Muito resumidamente, Hayao Miyazaki diz que o que tem vindo a acontecer é que, nos últimos anos, sobretudo na produção americana, as melhores histórias têm sido canalizadas para a animação digital e o desenho animado tem servido quase como um caixote de lixo das histórias que a outra técnica tem monopolizado. Shame on them (digo eu).

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