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Conteúdo Jornalístico em Destaque: Uma Preocupação

17 de Abril de 2020 by olinda de freitas Leave a Comment

conteúdo jornalísticoTer ou não ter conteúdo jornalístico é a questão e o Governo quer clarificar o trabalho desenvolvido pelas TV regionais e locais em Portugal. Este é um assunto tratado pelo site Público.

Quais são os órgãos de comunicação social (OCS) que têm, ou não, conteúdos jornalísticos – querem aferir

“Precisamos de perceber melhor que projectos são verdadeiramente jornalísticos, que televisões ditas locais é que são verdadeiros OCS e, por isso, precisamos de encontrar mecanismos de definição do que são televisões locais, do que são OCS e das condições que necessitam para poderem operar”, é uma afirmação do Secretário de Estado que refere ainda que a questão da regulamentação deste sector surgiu quando começou a preparar o novo regime de incentivos à comunicação social local e regional.

Referindo-se às televisões locais e regionais, Pedro Lomba indicou que existem “muitas situações diferentes: web TV, televisões detidas por autarquias, televisões que estão no cabo e televisões que produzem conteúdos locais embora estejam registadas enquanto órgãos nacionais”.

No evento realizado para este efeito de abordagem do conteúdo jornalístico, intervenientes reforçaram estar o país, nesta matéria, um pouco como estavam as rádios piratas. É, por isso, importante definir o que é profissionalmente uma televisão local para que haja aceitação profissional e se criem regras como existem para os jornais e as televisões.

No encontro, os representantes das televisões locais tentaram também sensibilizar o secretário de Estado para a importância do conteúdo jornalístico no que concerne aos conteúdos de vídeo que são produzidos, já que não faltam outros produtos de vídeo, divulgados na internet, sejam considerados órgãos de comunicação social.

A solução final, tal como referiu o secretário de Estado, pode passar por várias vias, sem no entanto especificar, sendo necessário um enquadramento que não existe ainda. (Bastante elucidador, não é?) O objectivo, afirmou Pedro Lomba,  é que as televisões locais que forem consideradas OCS possam receber os incentivos do Governo e deixem de ser discriminadas.

O jornal, uma referência nos Órgãos de Comunicação Social?

Apesar da concorrência de outros meios, como a televisão, e da introdução de novas tecnologias de comunicação como a Internet, o jornal permanece, não restam dúvidas, como um vigoroso instrumento de integração nos múltiplos universos que toma como referência. A sua vocação de nos informar de tudo, como se tratasse de levar ao limite todas as dimensões da presença humana no mundo, mantém-se. (Será mesmo assim em uma época de desinformação constante?)

Na verdade o fazer jornalismo constrói – ou deveria construir – um mundo possível, com o qual o homem passa a dialogar, face à sua própria incapacidade de ter acesso directo às múltiplas ocorrências do universo. Restará transformá-las em conteúdo jornalístico. Também pode entender-se, por isso, que a adesão a determinadas publicações jornalísticas, em detrimento de outras, são reveladoras do perfil dos leitores: pela eleição e pelos valores aos quais se associa.

Mais informação sobre a entidade reguladora para a comunicação social neste site.

Filed Under: IMPRENSA ESCRITA Tagged With: conteúdo jornalístico, governo, jornais, órgãos de comunicação social, televisão

O Mundo em sobressalto: de olhos postos na Ucrânia.

13 de Novembro de 2019 by Sónia Vieira Leave a Comment

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O mundo está de olhos postos na Ucrânia e também não é para menos. Uma “cortina de ferro”, bem à moda de W. Churchill prevendo uma “Guerra Fria” – take 2, desce nas ruas de Kiev e toma contornos altamente preocupantes para aquele que é o maior país da Europa, mas com um alojamento geográfico de alto risco.

Palco de inúmeras violências e violações dos direitos humanos ao longo dos tempos, parece que o gigante retoma a sua luta pela “autodeterminação”, desta vez, uma autonomia na escolha dos parceiros comerciais e políticos.

Desde 1991, com o colapso do comunismo, que a ex-república soviética não sofria tamanho revés, tendo já os parceiros EUA /União Europeia oferecendo prontamente o seu apoio financeiro, numa fuga, que se pretendia aligeirada, ao comunismo de Putin.

As vítimas não param de aumentar na Ucrânia e as imagens dos confrontos preenchem as manchetes de todos os jornais do mundo, fazendo igualmente correr rios de tinta prevendo cenários mais ou menos funestos naquele território, desde sempre cobiçado por outras potências.

 

Confrontos na Ucrânia (Fonte: diariodigital.sapo.pt)

 Impossível “amar dois senhores”…

O mau estar instalou-se no passado mês de novembro de 2013, quando, ansiosa por este casamento, a UE viu recusada a assinatura de um acordo de parceria económica com a Ucrânia.

Num jantar de gala entre dirigentes da EU e países do Leste, o Presidente Viktor Yanukovych terá afirmado que não tem sido nada fácil (senão impossível!) namorar com dois parceiros tão distintos e tão distantes nas suas mais variadas ideologias político-económicas, como a Rússia e a Europa.

Segundo algumas visões, ao mostrar o seu lado pró-russo, o Presidente da Ucrânia terá instigado a fúria dos membros da oposição ao governo que, celebrando o seu nacionalismo e a “libertação” da Ucrânia do jugo comunista, contestam a legitimidade de Yanukovych – no poder desde 2010 – apoiados por milícias armadas de inspiração fascista.

Ainda que os protestos tenham começado pacificamente, os mesmos endureceram perante a investida da polícia da Ucrânia. Historiadores (T. G Ash) apontam para um barril de pólvora prestes a explodir e que culminará com perdas irreparáveis.

Os dois cenários possíveis

Para além de um país que claramente quer acordar para a Democracia, todos estes acontecimentos se resumem ao confronte de duas ideologias e pensamentos que, em caso algum na História, se conseguirão cruzar;

De um lado, os defensores de um país autónomo, livre do jugo Kremelinista e bolchevista, uma Ucrânia em revolução que saiu à rua em prol da verdadeira democracia, que se quer longe da corrupção e da opressão que tem vindo a corroer povo ucraniano. Curiosamente, uma força que busca alento nos heróis neo-nazis, pra muitos uma clara ascensão da extema-direita e do anti-semitismo.

Por outro lado, um governo eleito legitimamente, e por isso com os seus direitos, que obviamente tem os seus apoiantes e que procura a manutenção de uma cultura e língua, não esquecendo as suas raízes de inspiração moscovita. Um governo que para muitos, juntamente com Putin, tem abrandado o avanço imperialista e o domínio do capitalismo desenfreado.

O tempo nos dirá, mas tudo aponta para uma viragem na história da Ucrânia e na sua direção – “Este ou oeste? Eis a questão!”

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Observação à crise na sociedade dos nossos tempos.

27 de Julho de 2019 by Bruno Caetano Aniceto Leave a Comment

Numa observação a esta sociedade e realidade triste, mas actual, deparo-me com uma imagem distorcida de tudo aquilo que muito antes me tinha atrevido a imaginar e sonhar, talvez por ser uma criança e na altura os sonhos não tinham limites.

Mas hoje a própria ideologia de sociedade parece-me bastante adulterada dos parâmetros em que foi estabelecida. Não digo com isto que nos tenhamos tornado uns egoístas e oportunistas, de que em outros tempos tivemos fraternidade e hoje se destaca o egoísmo, e com isso surgiu o não ter tempo, disponibilidade ou interesse em ajudar. Felizmente não são raros os casos de humildes voluntários que se preocupam com aqueles que a triste trajectória da vida os levou por caminhos nada esperados, e que em tal dificuldade se encontram que até o simples acto de colocar comida na mesa para os filhos, depois de um dia de escola, se tornou um pesadelo; pessoas que mesmo contando com as suas próprias dificuldades se sensibilizam e dão a mão ao próximo, não olhando a recompensas, apenas pelo seu enriquecimento pessoal.

Mais exemplos destes poderão aparecer, mas espero que não se deixem desmotivar por situações de injustiças que se encontram pela rua, de algumas classes que recebem sem merecer e desperdiçam por não precisar.

Filed Under: OUTROS Tagged With: actualidade, artigos, bloco de esquerda, Criação Europeia, crise, deputados, edição, Europa, governo, jornais, legislação, leis, responsabilidade social, sociedade, tribunal

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