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Língua Afiada

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RFM: não há Oceano Pacífico sem o João Chaves

17 de Abril de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

João Chaves é, e será sempre, o (um) Oceano Pacífico.

Conseguirá a RFM ser a mesma?RFM, a rádio do Oceano Pacífico - João Chaves

João Chaves começou a fazer o programa de baladas noite-dentro na Renascença FM (RFM) em Outubro de 1984 e terminou no passado domingo, dia 17 de Fevereiro, após vinte e oito anos a dar-nos música calma – aquela que acalma a alma só por o ouvirmos a ele antes da música começar a tocar. E que não será a mesma rádio sem ele, não será. 

Conta João Chaves que criou o conceito de músicas calma, ah se criou! em uma noite, logo depois de lhe proporem fazer o Oceano Pacífico, quando foi para casa: não conseguia dormir a pensar como o poderia mudar. Estava tão nervoso que, lembra, pensou: “Tenho de me acalmar, isto já está fora de controlo.” E então, foi aí que percebeu que as pessoas precisam de calma à noite. EUREKA! Podia fazer sentido dar-lhes um programa só de baladas. E fez. E faz.

Oceano pacífico, um eterno sucesso

Foi, e será sempre, um um sucesso – tanto o programa como o João Chaves que, apesar de ser uma voz, na rádio vêem-se vozes e provam-se sensações, era – e será – A Voz. As pessoas iam até à porta da rádio para tentarem descobrir quem era a pessoa com aquela voz, relata. Diz que o imaginavam loiro de olhos azuis, alto, magro, gordo. E depois, quando o viam, despiam-lhe a voz e João Chaves ria-se por conta do mistério não ter mistério algum.

João Chaves muito mais do que um locutor de rádio, da rádio Renascença FM em particular, de um programa nocturno, não de um programa qualquer mas do Oceano Pacífico, é um maravilhoso contador de histórias. Quantos ouvintes não riram, ou choraram, quantos não avançaram – ou esperaram; quantos não surpreenderam, ou amargaram, pela calma com que contava histórias e pelas histórias que traziam a calma, a calma da voz do João Chaves? E também muitas pessoas o contactaram para contar as suas histórias – uma partilha pacífica em oceano da voz calma. 

E agora?

Agora não está, de todo, tudo perdido. Era o que faltava! O João Chaves deixou o Oceano Pacífico na RFM, sim. Mas na rádio, Senhoras e Senhores, que A VOZ calma não nos abandonaria: “A minha voz vai ouvir-se agora muito mais na RFM”, disse. Bem sei que ciuta a acreditar, até parece uma mentira pegada – mas não é, o João Chaves tem mesmo a razão toda. É que o nosso João Chaves, o sentimento de posse é absolutamente imprescindível em casos calmantes destes, continuará a dar voz, 24 horas por dia, no canal do Oceano Pacífico na Internet.

Maravilha maravilhosa, uma excelente notícia para quem já estaria com a lágrima salgada no canto do olho quase quase a escorrer para o sorriso apagado.

Filed Under: RADIO Tagged With: era digital;, internet, João Chaves, música, Oceano Pacífico, Oceano pacífico online, online, rádio, RFM, voz

Jornalismo e internet: qual o futuro da imprensa nacional?

30 de Dezembro de 2018 by Ana Rita Amante Leal Leave a Comment

internet e jornalismoSe na Internet consegue comunicar com pessoas que se encontram a milhares de quilómetros de distância, encontrar a receita à tanto procurada ou obter um roteiro para a sua viagem, a rede mundial de computadores também permite que tenha acesso aos mais vastos meios de comunicação.

Ler um jornal e saber os últimos acontecimentos nacionais passaram a estar à distância de um clique. O famoso jornal em papel deu lugar a um jornal digital, que permite poupar dinheiro e ter acesso a um vasto leque de informação, sem necessitar de sair do conforto do seu lar.

Falar de jornalismo online implica, obviamente, falar da Internet e das transformações que a sua chegada provocou na imprensa.

Quando Timothy John Berners-Lee criou a Internet não imaginou que esta se tornaria viral e mais viciante do que uma droga. A completar 24 anos de existência, a rede mundial de computadores – o famoso World Wide Web – é utilizado diariamente por mais de dois biliões de cidadãos, em todo o mundo.

O jornal impresso pode ter os dias contados?

Quando o assunto é o fim do jornalismo tal como nós o conhecemos, as opiniões são múltiplas e divergentes. Há quem defenda que os tradicionais jornais em papel devem acabar e dar lugar a um jornalismo totalmente online, que acompanhe a evolução da humanidade. Muitos acreditam que a imprensa no seu suporte tradicional tem os dias contados. O facto é que 61 por cento dos portugueses preferem obter a informação através da Internet.

Na Internet, a informação é instantânea e cada vez mais atualizada. Os leitores dos jornais começaram a migrar para a Internet e muitas empresas de publicidade passaram a fazer a divulgação dos seus produtos através desta rede mundial. Os números não enganam e o jornalismo impresso está mesmo a perder espaço para a Internet.

Jornal impresso versus jornal online

O jornal e a Internet são meios de comunicação que se completam e nunca podem ser concorrentes. Os leitores dispõem de uma boa informação, atualizada constantemente, e devem tirar partido da junção entre o impresso e o online.

Na Internet, o usuário consegue encontrar a informação de que necessita de forma rápida e eficaz. Por sua vez, nos jornais é necessário selecionar a informação, passar as páginas para encontrar aquilo que procura e analisar a informação oferecida.

O jornal impresso é pautado pelos grandes assuntos que estão na ordem do dia. Este necessita ter uma aparência cuidada e uma capa chamativa, pois é a partir da informação contida aqui que optamos por levar o jornal para casa. Mas será que os jornais em papel conseguirão sobreviver a uma era digital?

Mas nem só os jornais aderiram às novas tecnologias

O jornal é, sem dúvida, o meio de comunicação que sofreu mais mudanças com o surgimento da Internet, mas não é o único. Por todo o país, surgiram e multiplicaram-se televisões locais, que emitem exclusivamente online.

Ao contrário do que acontece em Espanha, o Estado português nunca autorizou a existência de televisões locais, que informem os cidadãos dos acontecimentos ocorridos nas suas vilas e cidades. Mas esta proibição chegou ao fim no ano de 2005, quando surgiu a primeira Web TV, que emitia exclusivamente online. A TV NET surgiu nos Açores para informar os açorianos residentes nos quatro cantos do mundo, do que se passa na sua localidade.

Simultaneamente, surgiu no norte do país, a Famalicão TV, que deu origem à atual Fama TV. Durante o ano de 2006 surgiram mais duas dezenas de televisões na rede mundial de computadores.

Ouvir rádio na Internet também se tornou uma prática recorrente, fácil e cem por cento gratuita. Este meio de comunicação continua a ser o menos utilizado pelos cibernautas, que optam por ouvir rádio durante as deslocações diárias no seu veículo.

Com maior ou menor expressão na web, os meios de comunicação estão a sofrer alterações que não agradam a gregos e troianos. Mas estes continuam a cumprir o seu objetivo? Seja um jornal, um canal de televisão ou uma rádio, todos têm uma coisa em comum… informar os consumidores de meios de comunicação. Informar, informar e informar, esta é e sempre será a essência do jornalismo.

Quando este objetivo for esquecido, o jornalismo entrará num processo de morte lenta e silenciosa.

Filed Under: IMPRENSA ESCRITA Tagged With: era digital;, imprensa, informar, internet, meios de comunicação, rádio, rede mundial de computadores, televisão

A todo vapor, o Movimento VAPER – ou como vaporizar não é fumar

20 de Dezembro de 2018 by olinda de freitas Leave a Comment

Fumar nasce com o dia, e o dia com esta novidade.Fumar cigarros dos outros, a vapor, incomoda ningém

O que é, afinal, o VAPER?

Assume-se como o Movimento de informação e de defesa dos direitos dos Vapers – utilizadores de cigarros electrónicos e parte dos seguintes pressupostos:

  • O que mata, não é a nicotina, é o fumo;
  • O vapor de água não prejudica terceiros;
  • O estado não tem de intervir na liberdade individual.

Fumar: nós e os outros

É certo que todos os fumadores sentem um prazer enorme em queimar tabaco, uma espécie de ritual individual, fumar, um hino a esse mistério que é inspirar, deixar de respirar, e, expirando, respirar novamente. Diga lá se não é, bem visto, o respirar a mais básica e inevitável forma de viver? Mas o fumo prejudica os outros – os outros que estão à sua volta e também o ambiente, isso é certo.

Já por isso os fumadores têm a sua liberdade, aquela que abrange a liberdade dos outros, restringida: os fumadores podem fumar na rua, no carro, em casa e em todos os locais onde foram adoptadas medidas de controlo de fumo, uma treta pegada obviamente visto que não existem exaustores com essa perfeição toda – quero dizer que de uma sala a outra de um restaurante em que a limitação da zona de fumadores e não fumadores se faz apenas, e só, pela via mental e do preconceito, só pode haver uma pseudo-perfeição. Como todas, aliás.

E se fumar for, afinal, não fumar?

Até que inventaram o cigarro electrónico, um objecto gelado (haverá quem gosta dos não-afectos até com cigarros), com bateria, e que em vez de fumo expele vapor apesar de conter nicotina.

A quem fará mal este veneno gelado a não ser ao utilizador-consumidor? Será, certamente, uma questão moral que está na base deste conflito, ora veja lá se percebe: você está no tal restaurante, na zona de não fumadores e a mamar de igual forma com o fumo e o cheiro do fumar dos outros que vem pela outra sala clean, e mete um coiso daqueles eléctronicos na boca. Sai vapor.

Na mesa ao lado está um casal com filhos que considera absolutamente repugnante o mau exemplo que está, mesmo ali, a ser dado. Ora fumar cigarros electrónicos não é estar a bem formar os futuros não fumadores (entretanto na viagem de regresso a casa o casal insulta-se e agride-se entre si mas isso não interessa nada porque um dos grandes males do mundo é o conjunto de fumadores – os que expiram fumo e os que expiram vapor); também pode dar-se o caso de o mal entendido passar pela halitose, ou seja, o vapor expirado pelos fumadores sem fumo constituir uma forma desenfreada de as partículas aquosas se misturarem com os germes e internamente haver um processo físico-químico resultante em halitose voadora que se repercute, externamente, em uma quantidade de perdigotos a circularem no ar (que ainda por cima é condicionado e nem oferece riscos para a saúde nem nada).

Esqueci-me, entretanto, de comentar a fotografia ali do canto superior direito: a Dona Amélia e a sua comadre, a Dona Justina, vou chamá-las assim, já passaram há muito dos sessenta e fumam que se fartam. São felizes e saudáveis. Mistério.

Filed Under: OUTROS Tagged With: cigarro, cigarro electrónico, fumar, internet, Liberdade, movimento VAPER, notícias, rádio, televisão, vapor

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