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Língua Afiada

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Estarão os videojogos a ganhar protagonismo ao cinema?

17 de Fevereiro de 2020 by Diogo Pinheiro Leave a Comment

videojogosTodos os dias temos visto notícias de que as salas de cinema têm vindo a perder espectadores. Algumas distribuidoras fecham. O avanço da tecnologia e da internet lançou a questão em torno dos downloads e do streaming online de filmes que, muitas vezes, ainda estão em exibição. Não é uma experiência comparável, mas a verdade é que em tempos de crise muitas pessoas acabam por preferir trocar o grande ecrã pelo pequeno ecrã do portátil. O cinema está a perder espectadores…

Quem começou a jogar na velhinha Mega Drive ou na Spectrum se quisermos recuar ainda mais no tempo, não consegue não parar para pensar quanto o mercado dos videojogos teve de evoluir para atingir o nível que as consolas apresentam hoje. Esta evolução tecnológica permitiu melhores gráficos, melhor jogabilidade e fazer coisas com um comando na mão que se julgariam de ficção científica. Mas há aqui um dado importante. Isto não chega. As produtoras perceberam isso e começaram a apostar na narrativa. Jogos com histórias cada vez mais imersivas ao nível das melhores obras cinematográficas têm conquistado as pessoas que buscam entretenimento. E este facto facilmente se comprova nos números das receitas monetárias.

Como exemplo flagrante podemos usar o último capítulo de Grand Theft Auto. Lançado em Setembro de 2013 após anos de produção (o capítulo anterior tinha sido entregue em 2008), a ânsia em torno do jogo da Rockstar era imensa e assim os números de vendas nos primeiros dias extravasaram recordes e expectativas. No primeiro dia, Grand Theft Auto V rendeu 800 milhões de dólares e após três dias já tinha batido a fasquia de um bilião. Estes números impressionantes conferem-lhe o estatuto de produto de entretenimento vendido mais rápido de sempre.

O caso de Grand Theft Auto V é categórico e há cada vez mais jogos a apresentarem resultados semelhantes o que faz com que a indústria dos videojogos seja cada vez mais apetecível, ao ponto de atrair actores consagrados para representar nos próprios jogos. É verdade. Em Beyond: Two Souls, lançado em 2013, Willem Dafoe e Ellen Page brilham ao dar literalmente o corpo aos protagonistas. O enredo é baseado em questões sérias como aquilo que está para além da morte e para garantir que a temática não era abordada de ânimo leve, o guião tinha mais de 2000 páginas! E há que reafirmar: Willem Dafoe e Ellen Page não são dois simples actores.

Como já dizia o outro, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” e os hábitos de entretenimento da sociedade têm vindo a ser alterados. Os preços do cinema, os downloads de filmes (ilegais ou não) e a crença mais ou menos generalizada de que o cinema tem vindo a perder qualidade abriram uma janela de oportunidade para o crescimento de outras indústrias de entretenimento. A evolução e interactividade dos videojogos conquistou as massas e parece não desarmar.

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Indignação dirigida aos críticos de cinema

8 de Setembro de 2019 by António Paulo Rodrigues Pereira Leave a Comment

críticos de cinemaHoje vou expressar a minha indignação quanto a um assunto que me apoquenta constantemente: as análises dos críticos de cinema.

Estes indivíduos são aqueles que, supostamente, percebem bastante da indústria cinematográfica e que, como tal, expõem em jornais, revistas e sites as suas opiniões relativamente aos filmes mais recentes. Depois de muitos anos a dar atenção às críticas destes tais sábios da sétima arte, cheguei a uma conclusão muito simples: grande parte dessas críticas são estúpidas.

Sim, eu sei que gostos não se discutem! E sim, eu sei que os críticos de cinema a que me refiro são, provavelmente, pessoas com grandes habilitações na área em questão!

Mas, neste caso, os gostos deles merecem ser discutidos. Porquê? Porque grande parte destes críticos de cinema, suportados pelas já referidas habilitações que, em condições normais, possuem na área do Cinema, limitam-se a dividir as suas críticas em dois grupos:

  • Críticas aos filmes mais conhecidos pelo público em geral;
  • Críticas aos filmes conhecidos por apenas meia dúzia de pessoas.

Assim, para avaliar um filme, a única coisa que os críticos fazem é enquadrá-lo numa das duas categorias acima mencionadas e, consoante o referido enquadramento, opinam preconceituosamente.

Se o filme em causa tiver sido visto por milhões de pessoas no mundo e as opiniões destas sobre o mesmo forem principalmente positivas, os críticos classificam-no como “Muito Fraco”, “Isto Foi Um Filme?” ou, se estiverem bem-dispostos, como “Medíocre”. Por sua vez, se o filme em questão tiver alcançado o espectacular registo de trezentos espectadores no mundo (incluindo os próprios actores e toda a equipa cinematográfica), nesse caso os críticos de cinema já o classificam como “Muito Bom”, “Excelente” ou “É Tão Sensacional Que Nunca Mais Vou Ver Outro Filme“.

Estes senhores e senhoras chegam ao ponto de espezinhar sagas como as de Harry Potter e  Piratas das Caraíbas, adorados por tanta gente, aclamando e consagrando, no entanto, obras como “A Rapariga da Saia Castanha que Corria pelos Campos nos Primeiros Dias de Outono” e “A Figueira Enquanto Árvore e Ser Vivo”.

Refira-se que esta minha indignação, para além de exagerada, é também feita de um ponto de vista geral. Isto porque é óbvio que existem críticos de cinema diferentes dos que eu acabei de caracterizar e, para além disso, é também verdade que há filmes que apesar de serem fenómenos de bilheteira são, de facto, muito fracos e outros que mesmo que não sejam vistos por muita gente são de grande qualidade.

Contudo, regra geral, aquilo que escrevi não foge muito à verdade. Comprovem-no, por exemplo, em jornais e revistas ou mesmo na Internet.

Bem, e está feita a minha crítica.

E perdoem-me a indignação.

Filed Under: CINEMA Tagged With: actores de cinema, cinema, críticas de filmes, críticos de cinema, filmes, prémios do cinema, realizadores de cinema

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