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Língua Afiada

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Quando o emprego é o nosso bem mais precioso!

16 de Agosto de 2019 by Cristina Montenegro Deixe um comentário

TRABALHAR, TRABALHAR, TRABALHAR… SEM PARAR

Nos dias que correm, bem sabemos, que quem tem um emprego é um privilegiado, quem tem um emprego vê-se obrigado a estima-lo, porque um emprego é um bem raro nos dias de hoje.

A taxa de desemprego não pára de crescer, o número de inscritos no centro de emprego aumenta todos os dias. Um emprego é um bem de difícil alcance e todos nós estamos sujeitos a que um dia o desemprego venha bater à nossa porta.

A palavra desemprego anda nas bocas do mundo e vivemos diariamente com o drama do desemprego, esse drama que os media tão bem nos fazem questão de lembrar todos os dias.

O drama do desemprego assola a realidade de milhares e por isso, mais do que nunca, quem tem um emprego estima-o.

O QUE ESTAMOS DISPOSTOS A FAZER PARA PRESERVAR O EMPREGO?

Com o drama do desemprego, aqueles que têm a sorte de serem cidadãos com emprego estimam-no e acabam por viver a um ritmo frenético porque dedicam cada vez mais tempo aos seus empregos para não falharem e para não perderem o tão precioso emprego.

Hoje em dia, vivemos a correr e vivemos em função dos nossos empregos, e há sinais que podem indiciar de que estamos a viver para o trabalho e a sacrificar a nossa vida pelo trabalho.

1 – DISPONIBILIDADE TOTAL
Uma característica típica da pessoa que “vive para trabalhar” é a incapacidade de desligar.

É usual estarmos ligados à internet até à hora de dormir mesmo que já não estejamos no emprego. Somos capazes de abdicar do jantar para responder a uma chamada do nosso chefe. Deitamo-nos a pensar no trabalho do dia seguinte e a pensar no que teremos que fazer.

2- STRESS E ANSIEDADE
O stress do trabalho, a obsessão com a preservação do emprego não deixa que as pessoas desliguem dos problemas e os momentos pessoais acabam por não ser verdadeiros.

3 – DEIXAR DE PRATICAR DESPORTO
A obsessão pelo emprego, a total disponibilidade para assuntos do trabalho durante 24 horas por dia, a primeira coisa que acabamos por adiar é a disponibilidade para a prática de desporto.

Mais facilmente adiamos uma ida ao ginásio ou uma caminhada do que um trabalho que surge à ultima da hora.

4- QUANDO OS LIVROS PASSAM A SER MERO ELEMENTOS DECORATIVOS LÁ EM CASA

Quando o emprego se torna uma obsessão, os livros passam a ser elementos decorativos e ficam parados na estante meses a fio. Porque abdicamos dos momentos de leitura para nos dedicarmos a pensar nos problemas do emprego.

A vontade de ler e o gosto pela leitura são deixados para segundo plano dado o cansaço provocado pela rotina exaustiva.

5 – PERDA DE QUALIDADE DOS RELACIONAMENTOS
Isolamento é uma palavra forte, mas é algo bem “presente” quando temos o nosso tempo mal distribuído.

Quando nos recusamos a ir lanchar com os amigos, quando nos recusamos a ir tomar café depois de jantar com o vizinho amigo. Quando deixamos de marcar presença em jantares e festas de aniversário.

Estes são alguns dos sinais de que estamos a dar demasiada atenção ao emprego, são sinais de que estamos demasiado obcecados com o emprego e com tudo aquilo ao que ao emprego diz respeito.

Lembremo-nos de que o mais importante é agir-se com bom senso.

Arquivado em:OUTROS Marcados com:colocação de pessoal, desemprego, emprego, estágio, frustração, saúde, selecção de pessoal, sociedade, Trabalho, trabalho temporário

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