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A miséria do reality show: quanto mais chocante, melhor

14 de Outubro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

O reality show veio para ficar. Mas se considera que a violência doméstica testada ou a invasão de privacidade consentida ou até os coitos espreitados são uma miséria por dentro das audiências, tudo à portuguesa, esqueça. Por cá tudo se passa a uma escala pequena e inocente. Não acredita?

Casa dos desesperados

reality showAproveitando a ideia do sucesso do “Big Brother” e “Casa dos Artistas”, em 2002 o comediante Sergio Mallandro estreou no seu programa “Festa do Mallandro” o reality show “Casa dos Desesperados”, em que reunia diferentes pessoas dentro de um minúsculo apartamento para ganharem um prémio monetário insignificante e uma cesta básica de alimentos.

O programa era tão mau que conseguiu a façanha de ficar em 2º lugar das audiências.

A Shot at Love With Tila Tequila

A cantora bissexual assumida, Tila Tequila, resolveu encontrar a sua cara metade num programa de televisão, a MTV, e propôs-se criar um reality show reunindo 16 homens e 16 mulheres numa casa para disputar o seu coração.

Tila optou por um homem, chamado Bobby, mas como o namoro terminou a cantora voltou à televisão em A Shot at Love 2 e, então, desta vez, terá escolhido uma mulher.

Temptation Island

Quatro casais disputam um prémio em uma ilha paradisíaca, Temptation Island, até aqui tudo normal. Só que os mesmos teriam de resistir aos encantos de 26 belos solteiros com a escaldante tarefa de conquistá-los.

I Want a Famous Face

Algum dia pensou em ser parecido com uma celebridade? Pois então a MTV propôs-se a ajudar estas pessoas tristes a ficarem parecidas com os seus ídolos. Os selecionadas do I want a famous face tinham a oportunidade de fazer diversas cirurgias plásticas, entre outros distúrbios estéticos, até se tornarem um clone do seu famoso preferido.

Flavor of Love

Outro programa em que uma celebridade procura um amor na televisão: neste caso o protagonista foi o rapper americano Flavor Flav. O reality show, quase tão bizarro quanto o próprio rapper, gerou grandes pérolas chocantes para os espectadores.

I Survived a Japanese Game Show

Já se sabe que a televisão japonesa produz inúmeros programas bizarro. Mas neste reality show em especial, os dez participantes americanos disputavam inusitadas provas para ganharem o prémio final de 250 mil dólares.

Boys Will be Girls

Neste programa produzido pela E4, o objetivo é simples: os participantes assumem a missão de montar uma banda pop feminina – só que os mesmos participantes são ex-integrantes de bandas masculinas.

Cast Offs

Exibido pela emissora inglesa Channel 4, o Cast Offs conta com a participação de um jovem em cadeira de rodas, uma anã, uma grávida com deficiência auditiva, um deficiente visual, uma vítima da talidomida e outra com querubismo. Todos eles são convidados a irem a uma ilha deserta para superarem os seus limites.

As Gostosas e os Geeks

Transmitido pelo Multishow, a atracção conta com nove mulheres lindas e nove homens considerados nerds que são divididos em duplas para superarem provas e ganharem, assim, 250 mil doláres.

God or the Girl

Quatro jovens, prestes a tornarem-se padres, são submetidos às tentações mundanas e colocados em risco de não resistirem aos prazeres da vida. Uma curiosidade já que, segundo se consta, até a Igreja Católica elogiou o programa.

Agora já acredita, não já? Diga lá se a Teresa Guilherme não é um anjo do sensacionalismo do reality show?

Filed Under: TELEVISÃO Tagged With: audiências, caixa-mágica, comunicação social, entertenimento, opinião, prémio, reality show, sensacionalismo, televisão

Audimetria no Consumo Televisivo, O Termómetro Viável

23 de Fevereiro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

A audimetria no consumo televisivo é uma espécie de termómetro utilizado para aferir as audiências. Conhecer o público, com o objectivo de fidelizá-lo é, portanto, o objectivo das estratégias de programação das estações de televisão através de estudos das audiências.

É possível distinguir duas vertentes no âmbito da dimensão ideológica da programação e do conceito de neotelevisão:

  • o resultado da programação da televisão, em termos de oferta, assim como a pesquisa de como os programadores tentam assegurar o seu público;
  • partindo do público, efectuar a procura daquilo que deve ser a folha de programação e quais as emissões a produzir.

Mas o que é, então, a programação?

A programação como uma arte de encontro entre o público e as emissões, no contexto da audimetria no consumo televisivo, parece ser uma definição excelente.

Conhecer o público, e as suas reacções, para uma televisão centrada na oferta ou na procura, tornou-se absolutamente essencial. E é nesta perspectiva que a audimetria no consumo televisivo constitui um elemento imprescindível para as televisões comerciais em geral e para as portuguesas em particular.

Bem visto, aferir as audiências é responder à questão: quantas pessoas viram ou tiveram contacto com determinado canal e ou programa?

Saiba que o share é uma das técnicas da audimetria no consumo televisivo que mede a dimensão das audiências, em um determinado período, em termos percentuais.

As audiências e a Publicidade

No espaço publicitário o perfil das audiências é bastante importante, uma vez que os anunciantes têm públicos-alvo para os seus produtos. O que acontece é que levando em consideração o perfil das audiências de cada canal – e o respectivo cruzamento de indicadores como sexo, idade e classe social, com os diferentes períodos horários, consegue-se chegar aos diferentes públicos.

Na audimetria no consumo televisivo o indicador disponibilidade para ver televisão explica-se pelo facto de as audiências disponíveis nem sempre conseguirem, de facto, ver televisão. Explico: se estiverem, por exemplo, em lides domésticas como aspirar ou em conversas com os amigos ou a estudar estas audiências não conseguem ver televisão – há uma incompatibilidade.

Mas também é uma realidade que as audiências da televisão variam durante o dia e em diferentes períodos!

Na verdade, a economia do audiovisual está alicerçada maioritariamente nas receitas publicitárias – logo o funcionamento estrutural da televisão comercial está organizada de acordo com o que assegura a sua viabilidade económica enquanto empresa de comunicação social: a publicidade.

O público é sempre uma mercadoria nas mãos da programação. Esta última quer fidelizá-lo enquanto consumidor de programas e de publicidade. E quanto mais audiências tem um canal de televisão, daí também a importância da audimetria no consumo televisivo, mais a publicidade investe.

Saiba mais sobre este assunto aqui.

Filed Under: TELEVISÃO Tagged With: audiências, audimetria no consumo televisivo, estações de televisão, programação, publicidade, publicidade na tv., público, televisão

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